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domingo, 30 de julho de 2017

Tenho



 Tenho pombas no peito
ansiosas por voltar ao ninho.
Arrulham segredos que a alma sente.
 Abro-lhes o postigo,
rasgo o véu que nos separa
e, na liberdade do voo,
serei a presa nas suas asas.

O Vazio é o meu espaço.


Manuela Barroso


10 comentários:

© Piedade Araújo Sol disse...

um poema em que a autora denota uma certa nostalgia, no entanto há uma mescla de esperança a romper as amarras e voar num céu em liberdade...

uma boa semana minha amiga e um

beijo

:)

Toninho disse...

Que pelas frestas das saudades e lembranças possa sentir
todo o vazio incontido ser consumido.
Lindo profundo poema de sua arte amiga.
Bjs de paz na feliz semana, que lhe desejo

Elvira Carvalho disse...

Férias interrompidas por uns dias, eis-me de visita aos amigos.
Gosto do poema, apesar de o achar um pouco triste.
Um abraço

Emília Pinto disse...

Nesse " espaço vazio " as pombas esperam, Manuela. Têm liberdade de ir e vir e sabem que um dia chegarão e encontrarão o seu ninho acolhedor, sereno, aquietado; vai demorar, sei, sabes, sabem elas também, mas não desistem, porque o tempo lhes tem segredado que tudo cura e que sempre dá às almas a serenidade de que necessitam e que merecem. A tua merece e vai voltar a ser o ninho reconfortante que todos à tua volta precisam; precisas tu mais do que ninguém, querida amiga. O meu carinhoso abraço.
Emilia

Graça Pires disse...

Voa com as pombas, Manuela. Elas gostam de rasar as casas para recolherem as emoções de quem as habita...
Um belo poema, o teu.
Um grande beijo minha Amiga.

Existe Sempre Um Lugar disse...

Boa tarde, lindo poema a revelar a saudade permanente.
Continuação de boa semana,
AG

Jaime Portela disse...

Quem tem asas vai voando para onde quer.
Até para o vazio...
Magnífico poema, gostei imenso.
Um bom fim de semana, amiga Manuela.
Beijo.

Majo Dutra Rosado disse...

Não ter asas e conquistar a liberdade do imenso espaço aéreo
é uma das limitações que o ser humano muito lamenta...
Desejar conquistar o Vazio acontece em fases de prostação ocasional...
Um poema expressivo e singular.
Beijo, querida poetisa.
~~~

Agostinho disse...

A poeta denota ter, neste poema magnífico, espírito de liberdade. E generosidade.
Soltar as pombas que se retêm atadas ao coração, dando-lhe intenção e asas, faz todo o sentido. É desígnio da amizade, do amor. A que peito irão elas aportar?
Sinto um leve rumor no ar. Na parte que me toca, obrigado.
Bj.

Maria Rodrigues disse...

Nostálgico e belo poema.
Beijinhos
Maria de
Divagar Sobre Tudo um Pouco